IBOVESPA 113.485 pts (+0.25%) – Ibovespa sobe seguindo exterior positivo

O Ibovespa inicia a quarta feira subindo, após uma terça-feira sem negociação na bolsa brasileira.

Os investidores voltam suas atenções para eventos importantes nos Estados Unidos hoje: começa a temporada de balanços do terceiro trimestre e serão divulgados os dados de inflação e a ata da última reunião do banco central norte-americano

Na véspera do CPI nos EUA (hoje, às 9h30), as preocupações com a inflação continuaram dominando os mercados em NY, nesta 3ªF, em novo pregão de perdas das bolsas e busca por segurança no dólar e Treasuries.

Também os ADRs brasileiros registraram queda, pedindo ajuste na B3, que tem vencimento do Índice Futuro esta tarde. Em meio à alta do petróleo e gargalos nas cadeias produtivas, que podem afetar o crescimento global, o FMI cortou a previsão do PIB americano, de 7% para 6%, este ano, enquanto cresce o receio de que o Fed possa acelerar o aperto monetário.

O Ibovespa inicia a quarta feira subindo seguindo o movimento dos demais índices acionários no exterior.

Às 15h, o Fomc divulgará a ata da última reunião, que deverá deixar mais clara a intenção de anunciar o tapering em novembro, como Powell e tantos outros Fed boys já anteciparam em várias oportunidades.

Para o CPI de setembro, as estimativas são de avanço de 0,2% do núcleo, um pouco acima do resultado de agosto (0,1%). Já o índice cheio deve ficar estável em 0,3%. Na comparação anual, a mediana indica inflação de 5,3%.

Entrevistado nesta 3ªF pela emissora CNBC, o dirigente do Fed James Bullard defendeu que o tapering comece logo (novembro), porque a inflação pode se tornar um problema maior e exigir uma elevação antecipada do juro.

“Quero estar em posição de reagir a possíveis riscos de alta para a inflação no próximo ano”, declarou.

Ainda na noite de ontem, a secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, insistiu na sua visão de que a alta da inflação no país é “transitória”, mas disse que as pressões de preços não vão desaparecer nos próximos dois meses.

“[A pandemia] criou enormes gargalos nas cadeias produtivas”, afirmou em entrevista para o canal de televisão CBS. “Teremos escassez isolada de alguns bens nos próximos meses”, disse, “mas não há razão para pânico”.

Como Yellen e o Fed, a maioria dos analistas considera que as pressões inflacionárias são temporárias, acreditando que os preços devem desacelerar assim que o descompasso entre oferta e demanda no pós-pandemia se resolver.

Mas as restrições da oferta têm sido mais persistentes que o previsto e a inflação só deve perder força em 2022.

Fora do consenso, analistas do Commerzbank projetaram ao Broadcast aumento mensal de 0,4% do CPI, avaliando que gargalos de produção persistentes mantêm os gastos com alimentação pressionados.

A alta demanda aliada à baixa oferta também elevou os preços da energia, com a alta de mais de 20% do gás natural em um mês. O Société Générale afirma que o impacto da crise energética não se encerrará em setembro.

Na visão do Citi, há riscos altistas para vários componentes “transitórios” da inflação, como as tarifas aéreas. Além disso, diz que “permanecem os riscos de alta para os preços dos serviços, com o aumento das pressões salariais”.

O Citi alerta ainda para os preços do setor habitacional, que podem ser um sinal de que a inflação é mais duradoura.

Fonte: Rosa Riscala e Valor Investe

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