BOLSA DE VALORES É PARA CRIANÇAS

Assistir a jogos de futebol, fazer lição de casa e brincar com os amigos na escola. A rotina de Luis Felipe Mattiuzzo, 10, se parece com a de qualquer criança de sua idade, com uma exceção: uma vez por mês o menino recebe R$ 1.000 do pai exclusivamente para comprar ações. As aplicações começaram há quase três anos, quando o pai, o empresário Gerson Mattiuzzo Júnior, 34, decidiu abrir uma conta em uma corretora no nome de Luis, que desde então carrega a alcunha de investidor mais jovem
da Bolsa brasileira.

Bolsa de Valores é para crianças

“Queria ensinar que é preciso gastar menos do que se ganha e investiroque sobra, pensando no futuro. Não se aborda educação financeira na maioria das escolas”, diz Mattiuzzo, que começou a investir em Bolsa aos 17 anos.


A escolha por ações contraria a opção de muitos pais que iniciam uma aplicação para os filhos e que preferem alternativas mais conservadoras, como a poupança. Sobre a caderneta, tesouro direto ou produtos bancários, Luis é categórico: “Nunca tive. Não deveriam ser considerados investimentos, pois tem perdido para a inflação.”

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O gosto pelo mercado de ações só veio em 2014, quando saiu de Mogi das Cruzes (SP), onde mora, para visitar a sede da BM&FBovespa, na capital paulista. O encantamento de Luis motivou o pai a enviar uma carta ao presidente da Bolsa, Edemir Pinto, solicitando um encontro, que ocorreu em outubro do ano passado.

REI DA BOLSA

O menino também pôde conhecer seu maior ídolo: Luiz Barsi Filho, um dos
maiores investidores da Bolsa brasileira, com mais de R$1 bilhão aplicado em ações locais. “É minha inspiração, quero ser como ele um dia.” Assim como Barsi, Luis usa os dividendos —parte do lucro das empresas distribuída entre os acionistas— para comprar novos papéis.

A estratégia de ambos também consiste em somente comprar ações, e não vender, já que o objetivo é ter retorno no longo prazo. “Não olho preço dos ativos. Tem ações que custam menos de R$ 1 e estão caras, e outras custa R$ 40 e estão baratas.”

A avaliação das empresas é técnica: “Vejo lucro, margem, caixa, dívida e dividendos.” Para se informar, pai e filho consultam sites que informam resumidamente o balanço financeiro das companhias e também a variação. das ações nos últimos anos. Luis diz que tem retorno positivo, mas não revela o rendimento de suas aplicações.

A inspiração para investir também vem de seus livros favoritos: “Meu primeiro milhão”,de Charles-Albert Poissant e Christian Godefroy, e “Pai rico, pai pobre”, de Robert Kiyosaki.

O atual cenário. de Bolsa em baixa é visto por ele como uma oportunidade para encontrar barganhas no mercado. As primeiras ações compradas foram as do Banco do Brasil, ainda pelo pai. Hoje, ambos decidem juntos quais papéis serão escolhidos, e é o próprio menino quem opera o Homebroker —plataforma de negociação on-line.

A carteira atual de Luis possui ações de nove empresas. A maior parte do portfólio é composta por papéis da BM&F Bovespa. O menino prefere as ações ordinárias, que dão direito a voto em assembleias que decidem sobre os planos de negócios das companhias. “Quero um dia ser presidente da Bolsa”,diz. Enquanto isso não acontece, Luis tem planos mais modestos: “Comprar um carro aos 18 anos, ter uma casa confortável e me aposentar cedo, vivendo do rendimento de minhas aplicações.”

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